13/11/2011

Battle Royale

Sempre que posso. Correcção. Sempre que estou em modo 'cinema asiático' lá percorro o disco e  procuro algo que me deixe de olhos em bico. Tem sido algo recorrente. Já vi uns 20 filmes asiáticos. Principalmente sul coreanos e japoneses. A qualidade do que tenho visto não me faz perder a vontade. Antes pelo contrário. Vou continuar a degustar o que é feito naquela zona do globo. E não só. Ando a pensar em espreitar as produções de Bollywood. Mas falando do filme em questão...

No Japão, os jovens perderam todo o respeito aos adultos. Para tal, os adultos criaram um lei chamado Acto Battle Royale que possibilita a hipótese de se levar uma turma de colegiais para uma ilha deserta onde sé devem matar entre si até restar apenas 1. É uma forma de darem valor à dádiva da vida...

Na maioria dos filmes asiáticos o que é normal acontecer em relação ao elenco? Só desconhecidos! Neste caso é quase isso. Apenas escapa o 'professor' Takeshi Kitano já visto em Zatôichi e para brevemente em Kikujiro.

Um filme bastante violento mas não engana no que propõe. Sabemos de antemão que vamos ver sangue. Muito sangue. Muitas mortes. De salientar a excelente caracterização das diversas maneiras de lidar com a morte eminente. Numa turma de 40 e poucos há que siga o caminho mais fácil, há quem se mate por amor, há quem lute por sobreviver, há quem se divirta, há quem procure respostas, há quem lute por promessas...

Teacher Kitano: Life is a game. So fight for survival and see if you're worth it.

Esperava mais. Esperava diferente. Não me entendam mal. É um bom filme. Diferente. Arriscado. Corajoso. Mas com tanta citações na web quando se fala do cinema asiático pensava que podia ir mais além. Não me parece que veja a sequela. Comparando com o ultimo filme japonês que vi, Kokuhaku, perde claramente. E até são bastantes parecidos no tema. Mas vejam e decidam por vocês mesmos. Não esquecer que a vida é um jogo ;)

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