Ser fã de Johnny Depp pode levar a vermos filmes estranhos. E não, não estou a falar das obras primas do seu parceiro habitual, Tim Burton. Quando se é fã vê-se(ou tenta-se ver) tudo. Tenha boa ou má crítica. Seja de um realizador afamado ou de Bruce Robinson...
Um jornalista americano aceita emprego num jornal de Porto Rico onde acaba por ser ver envolvido com os manda-chuvas locais.
Johnny Depp esqueceu por um bocado Tim Burton e Jack Sparrow e juntou-se a este elenco. Não é uma grande interpretação. É razoável. Mas mesmo suado e bêbado, o carisma de Johnny Depp está sempre presente. A seu lado tem alguns actores mais ou menos conhecidos, Aaron Eckhart(o seu amigo e rival), Michael Rispoli(a sua muleta), Richard Jenkins(o seu desesperado chefe), Amber Heard(a tentação), Giovanni Ribisi(o fã louco de Hitler) e Amaury Nolasco(o grande Sucre do Prison Break).
Paul Kemp: Oscar Wilde once said, "Nowadays, people know the price of everything, and the value of nothing."
Paul Kemp: Human beings are the only creatures on earth that claim a god and the only living thing that behaves like it hasn't got one.
É um filme que tem um pitada de quase tudo. Comédia (aquele carro branco minúsculo de Sala é hilariante). Dramático(Chenault a ficar retida num baile contra a sua vontade). Acção(alguns socos e uma persiguição). Romântico(o passeio no descapotável). Não dá para definir com precisão qual o estilo em que melhor encaixa. É uma história. Ponto.
Moburg: This country was built on genocide and slavery. We killed all the black guys over here and then we shipped in new black guys of our own. And then we brought in Jesus like a bar of soap.
Não tinha grandes expectativas por isso não fiquei com elas defraudadas mas o filme também não as conseguiu superar. Foi o que esperava. Imensamente mediano. Mas tem Johnny Depp :)

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